sexta-feira, 25 de novembro de 2011

The Heart of the Ring - Part. III

   Cap. III - Adentrando o passado.


O som que água em água era alto próximo ao riacho. O cheiro de folhas em decomposição e terra úmida era forte. O barulho dos pássaros, do vento batendo nas folhas das árvores e os fortes raios de luz, marcantes no ambiente.

- Precisaremos de armas, não imaginam o quão é a estrada hoje em dia, a pobreza que atingiu o povo fez surgir marginais em todas as partes do reino. Este é um dos motivos pelos quais devemos evitar estradas. – Cecil estava séria assim, estava parecendo mais velha do que de costume.

- Na antiga vila deve ter algumas espadas velhas, antigos soldados, e... se me lembro bem, havia um porão com várias armas diferentes. – Nathan estava sério. – Uma vez falaram para mim que elas estavam lá desde a época do povo antigo, e por isso as protegiam, mas... – Ficou alguns instantes calado com uma das mão no queixo. – Agora acho que poderemos pegá-las... Se estiverem lá ainda.

- Nathan! – Aaliyah o olhou com os olhos demasiados abertos. Estes, enchiam-se de lágrimas. – Pretendes voltar... – Ela lhes deu as costas e saiu correndo. Vestia uma calça marrom e uma blusa, de mangas curtas, alaranjada e desbotada pelo tempo de uso.

Giulio II dera um passo á frente, como se fosse correr atrás dela, porém fora farado. Aaliyah o segurava pelo pulso. Ela o olhava firmemente.

- Deixe-a ir, ela precisa acalmar-se por agora. Mais tarde voltará, verás.

- Ela não pode andar por aí sozinha nesse estado, ela desatenta, tenho medo de que-

Sophie o interrompeu.

- Ela sabe se cuidar muito bem, talvez até melhor do que você, não se preocupe.

Faltavam cerca de cinco ou sei horas para o sol se pôr. Nathan e Cecil estavam ascendendo uma fogueira, longe de casa, para que o cheiro não atraísse os animais para perto da residência. Nathan havia cassado duas lebres próximo ao meio dia, após Aaliyah ter se distanciado. Repentinamente ouve-se uma voz, bastante conhecida.

- Acho que não tem temperos aqui...

- A-Aly! – Nathan estava assustado, não sabia o quanto Aaliyah era furtiva, agora, achava que era até demais.

- Trouxe uns que devem servir bem. Deem-me a carne.

- Você... Como? Ah! Esqueça... – Cecil permanecia confusa.

Aaliyah temperou as lebres com algumas ervas, eles as assaram, ficaram consideravelmente boas. Mais tarde, cerca de uma hora, após recolherem tudo, dirigiram-se à grota. Aaliyah perecia estar melhor, mas ainda assim, dava-se para notar a tristeza em sua áurea. Aproximando-se do local, ouviram água em água; som forte, bonito e lamentável, ao menos para Aaliyah era.

Quando chegaram, Nathan caminhou em direção à queda d’água, lá ele fez um aceno para que se aproximassem. Passou sob a água e adentrou uma caverna, logo em seguida entraram Cecil e Aaliyah. A jovem dos olhos cor do céu fitou o chão de pedra sob seus pés. Estava frio, úmido, as roupas molhadas pesavam, e o cheiro da terra não a trazia boas lembranças. Conteve suas lágrimas. Nathan pegara um galho seco e tentara o proteger quando entrou na caverna, havia uma ponta com a gordura das lebres e tecidos enrolados. Ele levara suas pedras de ascender fogo, assim, com várias tentativas e algumas faíscas a tocha ascendeu.

Cabisbaixa Aaliyah expõe uma sugestão de sorriso em seus lábios:

- Sabe Cecil... Foi aqui...

Continua...

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